sexta-feira, dezembro 15, 2017

 
Ouvi ontem a “Quadratura do Circulo”. Esperava que Pacheco Pereira desenvolvesse uma questão que está ligada à “Raríssima” e a todas as raríssimas que vagueiam por este País, algumas com muito mérito e outras nem por isso! Por que será que os políticos, sobretudo do bloco central, estão sempre encostados a estas instituições? São presidentes, vice-presidentes, têm as suas esposas, os seus filhos e parceiros do partido, nos órgãos sociais, e, por vezes, como funcionários das ditas.
E em épocas eleitorais é um corrupio de governantes, candidatos, etc., para as misericórdias, as IPSS, sempre com elas ao colo. E oiçam os sonantes nomes de gente importante, banqueiros, empresários e advogados de sucesso que ontem Lobo Xavier citou!
A resposta parece-me evidente, mas ninguém fala dela! São os mais marginalizados, os que vivem no limite da pobreza, que dão mais votos e desenvolvem os sentimentos instrumentais. É que esta caça ao voto também desenvolve o sentimento de “piedade” que toca nas emoções da flor da pele dos burgueses e outros fariseus que “não matam uma galinha, mas comem carne de galinha”! É nisto que está o segredo desse frenesim em torno das “raríssimas”. E alguns, como um tal Delgado, são bem pagos como as carpideiras a chorar nos funerais. Mas esta postura tem pouco de fraterna e de humanidade. Só tem o “brilho” que promove tocantes emoções que dão jeito às “razões” da política, dos negócios, de quem quer comprar o Céu com a piedade que lhe falta! Depois, é o escândalo, se é que ele existe, porque tudo isto, nos media e nas redes sociais, parece funcionar como sumidouro do espetáculo da luta ideológica e partidária.
Quanto tempo teremos ainda de esperar para que os pisados por este cínico espetáculo acordem e se levantem do chão onde os pisam?!...

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