sábado, fevereiro 18, 2017

 

Os outros não são unidades estatísticas

Não me interessam as intenções de Marcelo Rebelo de Sousa. Interessa-me que vá dizendo pelo seu exemplo que o mal de um País, de uma governação, não é ter o apoio do PC ou do BE, mas o sofrimento, a tristeza dos sem-abrigo, dos mais pobres dos pobres. O Presidente da República deixa-nos uma lição que deveria fazer história: o mal de um Nação começa por estar dentro dela, quando há indiferença, quando os cidadãos deixam de reagir ao sofrimento dos outros, dos que têm a mesma dignidade que qualquer político, mas vive como se não tivesse nenhuma dignidade.
Só isto basta para que me sinta desconfortável em não ter votado em Marcelo Rebelo de Sousa. No fundo, sinto que ele nos diz que o inferno não está nos outros, mas em nós, quando nos falta a sensibilidade ao sofrimento dos nossos semelhantes, quando não damos a mão à solidariedade, quando não entendemos que o bom governo é diminuir o sofrimento dos que mais sofrem.
Oxalá que este novo paradigma, o do exemplo que está a dar o mais alto responsável da Nação, tenha seguidores! É que as pessoas não são unidades de estatísticas, o Estado não é um negócio, a política uma arruaça e o sofrimento uma banalidade.

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