Nunca
percebi os críticos de António Costa! Dizem que o “ PS está esvaziado de
militância política, refém do aparelho e apresenta fortes sinais de falta de
democracia interna”. Isso é verdade, mas não aconteceu com António Costa. Muito
antes, com outros secretários gerais do partido foi o aparelhismo que fez
notáveis os que hoje são críticos de António Costa. Se não é verdade, perguntem aos militantes,
que não moram no mesmo prédio dos críticos, se alguma vez os viram? Por que não
fazem política nas suas secções? São eles os responsáveis por um partido de “pseudo-notáveis”.
Estes
críticos não se questionam sobre os fins da política. São contra António Costa
por fazer um acordo com o BE e o PC, mas não querem saber se isso tem
funcionado para que a política ganhasse um
rosto humano, de preocupação com os que mais sofrem. Ainda não perceberam que
uma aliança com o PSD era o descrédito de qualquer ideia humanista e a negação
de qualquer ideia socialista, representando a transmutação da bandeira do socialismo
numa do neoliberalismo bárbaro!
Os críticos,
se não querem o aparelhismo, como eu não quero, lutem pelas directas para
autarcas, presidentes de secções, de comissões políticas, federativas, etc.
Ponham a funcionar o mérito, as instituições de controlo jurídico, imponham regras
e sejam os primeiros a recusar um lugar na mesa do orçamento, como fazem os
boys!
O mal é
o mesmo de sempre: a crítica nos partidos não é um instrumento de “purificação”,
de criação de boas práticas e bons
princípios, mas de catapultação a um
tacho.
# posted by Primo de Amarante @ 11:21 da tarde
