sexta-feira, junho 03, 2016

 

critica dos criticos.


Nunca percebi os críticos de António Costa! Dizem que o “ PS está esvaziado de militância política, refém do aparelho e apresenta fortes sinais de falta de democracia interna”. Isso é verdade, mas não aconteceu com António Costa. Muito antes, com outros secretários gerais do partido foi o aparelhismo que fez notáveis os que hoje são críticos de António Costa.  Se não é verdade, perguntem aos militantes, que não moram no mesmo prédio dos críticos, se alguma vez os viram? Por que não fazem política nas suas secções? São eles os responsáveis por um partido de “pseudo-notáveis”.
Estes críticos não se questionam sobre os fins da política. São contra António Costa por fazer um acordo com o BE e o PC, mas não querem saber se isso tem funcionado para que a  política ganhasse um rosto humano, de preocupação com os que mais sofrem. Ainda não perceberam que uma aliança com o PSD era o descrédito de qualquer ideia humanista e a negação de qualquer ideia socialista, representando a transmutação da bandeira do socialismo numa do neoliberalismo bárbaro!


Os críticos, se não querem o aparelhismo, como eu não quero, lutem pelas directas para autarcas, presidentes de secções, de comissões políticas, federativas, etc. Ponham a funcionar o mérito, as instituições de controlo jurídico, imponham regras e sejam os primeiros a recusar um lugar na mesa do orçamento, como fazem os boys!

O mal é o mesmo de sempre: a crítica nos partidos não é um instrumento de “purificação”, de criação de boas práticas e  bons princípios,  mas de catapultação a um tacho.

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