domingo, março 06, 2016

 

Tenho na minha casa da aldeia um pequeno jardim. Não sei mesmo se é jardim! É um sitio onde semeio flores. Suponho que foi S. João da Cruz que garantiu terem as flores alma. Hoje pude confirmá-lo. Debaixo da terra a alma levou a flor a fugir para o seu sonho: abrir-se em pétalas. Vinha o corpo e logo a seguir o seu poema, um olhito, em forma de botão. Respirava a graça que emanava da sua timidez na sacada do chão. Não há nada no mundo que tenha tanta beleza e bondade como o despontar de uma flor. Procurei logo aliviá-la dos perigos: as ervas daninhas que se afoitam para lhe roubarem os nutrientes com que amanhã os seus lábios se tornam pétalas radiantes de cor. Não sei se consegui, mas para a semana vou ver se ficou feliz, se abriu em receptáculo de alegria e perfume.Precisamos tanto de flores! E foi em Abril que  flores se tornaram mais flores, mais flores a florir!

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