sexta-feira, novembro 13, 2015

 

O que estará na cabeça desta gente?

Não se pode dar razão à violência terrorista, mas é preciso compreendê-la, encontrar as suas razões ou motivos. A história demonstra-nos que a pobreza dos povos é sempre explosiva, porque facilmente canalizada para revoltas de seitas, lutas de classes e apoio a caudilhos. O globalismo pretende convencer-nos que só há uma maneira de ver o mundo e pensar a nível global. Fala-nos de liberdade, mas não reconhece as condições sociais, económicas e políticas para a exercer; fala-nos de fraternidade, mas permite que o egoísmo faça de um homem lobo de outro homem; fala de igualdade e promove o darwinismo social, que torna os ricos cada vez mais ricos e em menor número e os pobres cada vez mais pobres e em maior número. A declaração de guerra ao País que representa os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade é porque estes ideais já pouco dizem a uma parte da humanidade.
Não é que esta circunstância justifique o bárbaro terrorismo, mas ajuda-nos a perceber o ponto de vista mais irracional que empurra  para a violência terrorista e a procurar as medidas locais, nacionais e globais que ajudem a corrigir esta doença terrível.
Fizeram deste mundo a casa de alguns, mas ele é a casa de todos, mesmo da gente que é levada a interiorizar a barbárie como forma de afirmar um fundamentalismo radical. É preciso castigar os criminosos, mas sem pôr de lado uma profilaxia da barbárie, apoiada numa cultura humanista.
Não se pode prender todos os potenciais terroristas, mas é possível desenvolver uma cultura da tolerância que desmobilize o fundamentalismo bárbaro. E os políticos pouco se preocupam com isto!

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