domingo, setembro 27, 2015

 

Só sei que votar na Coligação, nunca!

Já estou cheio da campanha eleitoral!!! Que me interessa saber que para o BE, o PS é uma desilusão? Que me interessa saber que para o PC, o voto útil não é no PS? Que me interessa saber que Francisco Assis fez intervalo nas suas convicções neoliberais para pedir que não votem nos neoliberais da Coligação? Que me interessa saber que Marinho Pinto quer que a política seja quimicamente perfeita, se outros  já pregaram o mesmo e o resultado foi uma tragédia?
Nada me dizem as campanhas dos partidos e muito menos o marketing das sondagens. Não gasto nada disto, porque é chato, demasiado ruidoso, polui o ambiente e não convence! Segue o paradigma da clubite futebolística, mas o futebol não é para resolver os problemas da vida, os que estão ligados ao pão, ao trabalho, à educação e ao sentido da vida.
Sei apenas que se tivesse dez mil votos aplicá-los-ia contra Passos Coelho e Portas para castigar o seu cinismo, as suas aldrabices, as suas demagogias e, sobretudo, uma incompetência confrangedora associada a uma mediocridade pacóvia que os fez proclamar “bons alunos da Toika”, bajular Merkel e esse sujeito a quem só falta o bigodinho de duas tiras para ser Hitler Wolfgang Schaeuble!
Não sei se vou votar em António Costa. Sei que não votaria no PS. A grande maioria da gente que conheço do PS é um vómito, não me faz parar dois minutos para uma conversa. São novos ricos, uns oportunistas, muito simpáticos em tempos de eleições e depois altivos, com o rei na barriga, mal usam as pessoas, descartam-se logo delas. Conheço até alguns que estão inscritos numa terra no PS e noutra no PSD.
Precisava que António Costa fosse mais vigoroso, me fizesse sentir que não ficaria preso à tralha que persegue a sua sombra para amanhã, se as coisas não correrem bem, lhe darem a facada da vingança. E, sobretudo, precisava que Costa me desse aquele ânimo que preciso, como a maioria dos portugueses, para acreditar que vale a pena votar nele.   
António Costa não faz eco na alma da gente, não vai ao fundo dos problemas que vivemos no mundo da vida, como os problemas da educação, duma Europa que nos tem por vassalos, dum sistema de saúde que nos adoece com listas de espera, filas para atendimento e ausência de médicos, dos problemas do emprego, emprego como profissão de que se gosta para ser exercida como realização pessoal. Precisavamos que Costa nos desse resposta para os problemas da velhice, da solidão que ela traz, nos falasse da questão da família destruída por ausência de apoios, em suma: que falasse da nossa vida, da amargura por viver sem esperança no futuro e não fulanizasse à metralha a política.
O BE ou o PC poderiam ser alternativas, mas também não falam do que preciso de ouvir e nada me interessa que façam do PS o inimigo público, se para mim é a coligação. Caíram num exagero que já começa a ter um efeito de boomerang ! Eu sei que o PS está corroído pela doença aparelhista, mas esse cancro é do sistema partidário que não premeia o mérito, mas os jogos de simulação, de interesses e de malabarismo pelo poder. Sei bem isso por experiência de nele ter sido militante.

Ninguém me está a ajudar a votar como quem constrói o futuro de todos nós. Tenho de pensar, por mim, em quem votar. Só sei que não vou faltar com o meu voto e sei que votar na coligação é que nunca!

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