segunda-feira, agosto 24, 2015

 

Portugal fez-se aldeia encardida!

Com o terminar das festas religiosas, os emigrantes vão partindo para os países onde encontraram o trabalho que precisavam para recuperar os sonhos dissipados pela desgovernação. O interior, como diria Raul Brandão, vai-se tornando aldeia encardida. E só as figueiras bravas conseguem meter-se nos interstícios das pedras e delas extrair suco e vida. Como nos tempos do homem das botas, só se vê velhas vestidas de negro, com o peito raso, onde se descobre que a tristeza remói saudades. E como a existência não tem cor, dela só dão conta ao cair da noite.
Na minha aldeia o dia a dia já se faz de rotina e as promessas eleitorais, quando ouvidas, recebem o “pois sim!.... pois sim!...” duma sabedoria feita a pulso da desilusão. A ambição deixou de avançar: ficou amarrada ao medo do amanhã!

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