sábado, maio 16, 2015
Vou a um almoço de confraternização dos ex-alunos do Colégio
D. João III. Vou convencido de que não há musica, não há sonhos, não há amigos
como antigamente. Não é revivalismo, é ter necessidade de sorrir e olhar com a
generosidade da adolescência, é correr pelas
margens do Tâmega à espera de ser o primeiro no salto para onde as águas se
acalmavam da sua rudeza, é arar com companheiros os campos onde fertilizava a
vida dos sonhos.
Preciso de erguer a lira dos cânticos do tempo que se perdeu
há mais de meio século. Preciso de não me fartar de ver cruzadas, frias e
tristes as mãos com que firmai afectos. Preciso de dizer as palavras que no
último azul da tarde construíam a esperada intimidade do dia. Preciso que o
tempo no trémulo recolher da noite me vá aguentando os últimos sonhos.
Até amanhã amigos!