domingo, maio 26, 2013
Obrigado Amigos!
Lá estavam, com cabelos brancos, os que, em tempos, ao lado de Belmiro de Azevedo (que nunca aparece) olhavam para o quadro negro onde gráficos e números, histórias de reis e fórmulas de física, abriam a fé no futuro.
Lá estava a saudade de uma vida, vivida nos espaços onde se fizeram as primeiras paixões.
Lá estavam amigos de sempre que há muito não víamos e fazíamos únicos, como o Heitor a jogar a bola, O Assis, tio do outro, o Alfredo, meu compadre, que escreveu o poema da “muralha de aço”, criou o “Grupo Outubro” e toca viola, como ninguém, e canta.
Apareceu a Clarinha, a Rosa, a
Dina e até a Manuela Madureira, que julgávamos na Suécia, trouxe os mesmos mimos que a sua empresa M Jonsson prepara para a cerimónia de entrega do Nobel, por incumbência do Rei.
A velhice tornou-se, neste dia, adolescência.
Ainda bem que sou do Marco e frequentei aquele Colégio.
Neste almoço de ex-alunos tornaram-se sonâmbulas as paixões do passado, conhecemos os paradeiros de ausentes e sentimos que as mãos já estavam trémulas no abraço que, em cada um, escorria a despedida, sempre com o número de telemóvel a servir de vela para um regresso ao cais.
A amizade tem tempo próprio e é neste tempo-reencontro que lhe reconhecemos um valor sem tempo.