segunda-feira, agosto 08, 2011
Era previsível!

Os países endividaram-se com investimentos não-produtivos e os partidos desideologizados, pragmáticos e mercantilizados confessaram a sua incapacidade, recorrendoaos novos gurus do pensamento único para nos governarem com números, gráficos e troikas. Mas a receita acentua o paradoxo: o recurso ao financiamento para resgate das dívidas obriga a uma austeridade que desorganiza a própria economia.
O erro é evidente: não se pode privilegiar o capital financeiro, desprezando o capital produtivo com o encerramento de fábricas e abandono dos campos.
A economia nunca se deveria separar das ciências humanas. Foi isso que configurou o paradigma que nos vai arrastando para um beco sem saída e cavando a ameaça de uma explosiva crise social.