A abstenção andará pelos 40% e parece superior às últimas eleições. Isto tem um significado. Os partidos estão divorciados dos eleitores e é urgente uma reforma dos partidos que promova o mérito e a competência para que o voto ganhe sentido. Os deputados são escolhidos em função das lógicas de poder dos grupos que existem no interior dos partidos e não pelos eleitores. Sentimos que os partidos dizem uma coisa e fazem outra e os deputados fazem o jogo das estratégias de poder dos partidos e não representam quem os escolhe. Além disso, a campanha eleitoral foi um festival de mau gosto. A luta política parece passar mais pela rua, pelos movimentos cívicos, pelas redes sociais. Perdemos a confiança neste sistema partidário e isso é uma ameaça para a própria democracia. Esperamos que se tirem conclusões sobre este “abandono”.
E não podem ser as conclusões que Meneses, presidente da Câmara do Porto, já tirou: «impor o voto Obrigatório».
É incrível o raciocínio desta gente. Em vez de criarem condições para credibilizar o voto, colocam os eleitores a votar à força.
Naturalmente, Sócrates vai sair da cena do governo e isso é o óbvio. Mas não sabemos se sairá de líder do partido. E era importante tornar o PS num partido credível.
# posted by Primo de Amarante @ 7:41 da tarde
