quarta-feira, março 02, 2011

 

Não se muda de políticas, sem mudar de políticos.

A manifestação do dia 12 da “geração à rasca” já começa a criar apreensões.

Receia-se que se esvazie o papel dos partidos e dois argumentos são utilizados para diabolizar a manifestação: não se fazem manifestações contra políticos, mas para reivindicar direitos; as manifestações são enquadradas por organizações que representam os cidadãos, pois só estas podem responder por distúrbios ou situações indesejáveis que possam acontecer.



Ora, não se é cidadão, porque há uma organização que o proteja. O cidadão é a razão da política e não o contrário. Ser cidadão é criar expectativas de justiça social e lutar por elas. Um dos direitos fundamentais que os cidadãos têm é de exigir que os políticos sejam coerentes, não criem expectativas falsas e não se aproveitem da “coisa pública” para seu próprio interesse.


Se não há nenhuma organização que represente esta reivindicação, nada melhor que os cidadãos, com sentido de responsabilidade, se manifestarem (uma forma excelente de exercer a cidadania) e com isso criarem condições para que se promovam movimentos que defendam, com energia, os seus direitos.


As organizações são fruto dos movimentos sociais: isso aconteceu com os sindicatos e, depois, com os partidos. Se estes dão “ares” de se instalarem nos seus interesses, de formarem oligarquias que dominam a política para satisfazer interesses privados, o melhor é os cidadãos virem para a rua manifestarem-se contra esta situação: a política só faz sentido, quando serve a justiça social. Quando esta é negada pelos políticos, não é possível mudar de políticas sem mudar de políticos.

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