sábado, março 12, 2011

 

A manifestação da "Geração à Rasca"

Uma imensa multidão da “Geração à Rasca” foi-se expandindo da Praça da Batalha pela Rua Santa Catarina até obrigar o cordão da polícia que tentava obrigá-la a dirigir-se para a pequena Praça D. João I a romper-se, permitindo que se enchesse a Avenida da Liberdade até à Câmara do Porto.

Dizem que eram 80 mil pessoas, mas os mais habituados a cálculos de multidão dizem que, tendo por metro quadrado 4 pessoas, estariam ali mais de 100 mil pessoas.


Foi o direito à indignação que marcou todas as intervenções. A banca-rota a que chegamos não foi um fatalismo histórico, mas o desgoverno, a incompetência e a corrupção que marcaram este descalabro.

Se Sócrates tivesse uma gota de dignidade pediria a sua demissão. Não foi eleito para tanta manifestação, por todo o país, de revolta. Se o PS tivesse ainda algumas pontas da sua raiz Sócrates não teria hipóteses de voltar a ocupar o cargo de Secretário-Geral.

Não se viu nesta manifestação nem sequer um dos filhos dos muitos políticos que conhecemos. Perante este espanto, alguém logo respondeu: «estão todos bem empregados, com ordenados milionários». E citou-me logo vários. Ora, isto diz bem do que significa o socratismo.

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