domingo, março 27, 2011

 

A crise ainda é maior na transparência.

A crise faz-nos lembraro as prostitutas. Vai para a cama com quem lhe paga.

O Governo aumentou os montantes que podem ser gastos por ajuste directo e sem concurso público.


Ministros, autarcas e directores-gerais, a partir de Abril estão autorizados a gastar mais dinheiro, por ajuste directo. No caso dos presidentes de câmara, o montante pode chegar aos 900 mil euros (até agora o máximo era 150 mil).


Se houvesse moralidade, tal lei nunca seria publicada. Ela acaba com o mecanismo do concurso público e, por isso, da concorrência e da diminuição dos custos, já não falando da sua transparência. Isto favorece o amiguismo, a dependência dos prestadores de serviços e lança a suspeita se os favorecidos não terão de acrescentar aos custos o que vão dar por fora (para campanhas eleitorais ou outras)


É uma lei que nada tem a ver com o espírito de resolução da crise, favorece a ligeireza nos gastos com o dinheiro dos contribuintes e não estimula a luta contra a corrupção.

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