quinta-feira, fevereiro 24, 2011

 

Políticos de aviário

Lamentavelmente, Pedro Passos Coelho, um dirigente de aviário como Sócrates, pretende resolver o problema do desemprego, elaborando uma proposta para ser discutida, hoje, na Assembleia da República.

Propõe um regime de contratos de trabalho a prazo orais; isto é, sem contrato escrito nem direitos, tal como existia no período feudal.



Não sabe que muitas lutas foram travadas pela social-democracia contra o totalitarismo estatal e contra a “miséria imerecida” provocada pela exploração dos trabalhadores.


A matriz ideológica da social-democracia configurou-se no combate pela liberdade (possibilidade de escolher o melhor) e contra as injustiças sociais que resultavam do estatismo económico e da burocracia. Defendiam que só pela melhor distribuição da riqueza se podia fazer melhor justiça social: o dinheiro circula mais e a qualidade de vida é melhor.


Estes passos coelhos consideram-se social-democratas, mas não sabem o que isso significa, porque não entendem que o lucro não é a razão de ser do trabalho e que não se pode separar o trabalho da dignidade do trabalhador e da sua vida familiar.


Estamos entregues a gente que nunca se colocou no papel dos que precisam de trabalhar para sustentar a família e ter uma garantia para a velhice.


Essa gente, configura a geração dos políticos de aviário, que vem do carreirismo das jotas que vagueiam nesta partidocracia; não têm raízes teóricas e falta-lhe uma formação moral que a levasse a compreender a dignidade do ser HUMANO.


Precisamos de outra gente, mais madura e com raízes na história!

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