terça-feira, fevereiro 01, 2011

 

Aprender com os que mais sofrem!

Sempre se achou que havia um excedente desnecessário de deputados no Parlamento, com ausência de mérito e custos elevados para o erário público.

Acresce que há um divórcio insuportável entre os deputados e os eleitores. A subida da abstenção confirma-o e põe em causa o modelo que temos de democracia.

A crise económica colocou em debate a diminuição de deputados e o voto uninominal.


Estou totalmente de acordo e não percebo as objecções que, inesperadamente, surgem da Esquerda.


Por que terá de ser a Esquerda (e não a Direita) a perder representatividade no Parlamento, com a diminuição do número de deputados?


É crise de confiança, falta das melhores ideias ou o convencimento de que a Direita tem mais poder de convicção?


A fúria que, da Tunísia entrou no Egipto, torna evidente uma questão: as lideranças tradicionais já não conduzem as massas, com as suas narrativas prometaicas.


O povo sentiu-se traído pelos líderes tradicionais, deixou de confiar neles e os ímpetos da sua ira transmitem-se, agora, pelas redes da Net, em msn , facebook, twitter etc.


Não esperam pelos condutores de massas, nem acreditam nas promessas dos líderes tradicionais dos partidos: combinam pelas redes da Net sair para a rua, protestar e esperam que ali, na rua, se possa escolher quem poderá melhor governar, quem é mais capaz de diminuir o sofrimento dos que mais sofrem. E não vão em profecias.


Talvez tenhamos de reflectir muito sobre tudo isto!


Estamos a passar uma mudança de paradigma e essa ruptura com os modelos do passado, assemelha-se à que aconteceu com a passagem do antigo regime feudal para a modernidade.

Simplesmente, de outra forma e com uma neo-modernidade.

Os traídos da história procuram, agora, com as suas próprias mãos construir um novo mundo e a onda dos desesperados não ficará no Norte de África.

O darwinismo social, que torna os pobres miseráveis e os ricos cada vez mais ricos e em menor número, implantou-se por cá, em nome do neo-liberalismo.


A fúria não tardará e não se vê que os cidadãos estejam muito preocupados com o que irão fazer os partidos. Eles andam enrolados em jogos de poder que nada dizem ao povo que sofre a miséria no dia a dia.


Não tenhamos dúvidas!...

http://www.youtube.com/watch?v=aCt17Cmgq_s&feature=channel

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