segunda-feira, fevereiro 21, 2011
Coligação de interesses

Mas, pasme-se! ... Segundo o PSD (sendo Miguel Frasquilho, conhecido deputado ligado aos interesses dos banqueiros, o mais entusiasmado em contrariar essa proposta) e o PS não se pode olhar para as remunerações por si só, sem ter em conta os resultados e os objectivos.
Dos assalariados ao Presidente da República não há a preocupação com objectivos?!...
E o que é ser gestor? Não é inerente a esse cargo a expectativa de saber gerir por objectivos e obter bons resultados?!... Acrescerá mais obrigações?
Sendo ministro ou deputado (bem comportado) no bloco central, já está traçado o trajecto: depois de sair do governo ou da assembleia acaba-se numa empresas públicas ou autárquica, daquelas que dão prejuízos enormes, mas sempre com objectivos cumpridos e bons resultados.
Como se pode perceber o sentido ético desta coligação de interesses (oligárquica), quando se impõe uma redução de salários, uma subida escandalosa de impostos, se contribuiu para um aumento assustador de desempregados e uma diminuição assustadora e desumana na protecção social aos mais velhos, aos desempregados, às famílias mais desfavorecidas, etc., e , quando, com o seu blá…blá…blá…, dizem estar preocupados com a divida do Estado?
Também na “Quadratura do Ciclo”, aquelas doutas personagem, num paradigma semelhante, para descredibilizar a canção de Deolinda “Que parva que eu sou”, dizem que é muito medíocre e não percebem a recepção que a mesma teve nos meios de comunicação social.
Entretanto, uma campeã mundial, Albertina Dias, desempregada, já coloca as suas medalhas, nomeadamente a de ouro, à venda para fazer face à sua desesperada vida.
É assim este Portugal, bem longe do 25 de Abril e dem perto dos povos do norte de África.