sábado, janeiro 15, 2011

 

A revolta na Tunísia é a revolta de todos os oprimidos e injustiçados

Para aqueles que asseguram que na Europa não pode haver uma revolução, talvez não seja despiciendo reflectirem sobre o caso da Tunísia.


Dizia-se que a Tunísia era a Suíça. Os cidadãos viviam bem, eram pacíficos e tinham praias que convidavam a nelas passar férias todos os endinheirados do mundo. Mas este berço da civilização cartaginesa, que em tempos conquistou o Mediterrâneo aos romanos, não suportava a mentira, a corrupção e o nepotismo.

Apanhada pela crise dos mercados, os seus cidadãos sentiram a injustiça de só aos mais pobres ser apresentada a factura da crise, enquanto os apaniguados do ditador continuavam a viver bem e à francesa (como se costumava dizer).

Bastou cerca de vinte dias de revolta nas ruas para que o Ditador, corrupto e nepotista, deixasse de ser levado a sério e por pressão dos cidadãos, armados de pedras e fisgas, tivesse de fugir.

Por cá, tudo ainda parece normal: temos presidente e uma assembleia da república irrelevantes e um Governo feito de medíocres e de honestidade suspeita. Vão-nos governando e dizem que os eleitores vão decidir-se por “mais do mesmo”.


Pode ser que assim seja, mas se não mudarmos de paradigma, se não escolhermos quem tenha as mãos limpas, como Fernando Nobre, pode acontecer que Portugal se torne numa Tunísia: os cidadãos famintos peguem em pedras e façam o que fizeram os tunisinos.
http://www.youtube.com/watch?v=pkDkpFhpNHU

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