quarta-feira, fevereiro 10, 2010
Mudar de paradigma

Anos depois, Descartes abria as portas à modernidade, afirmando:”Não é suficiente ter bom espírito, mas o principal é aplicá-lo bem”. E justifica: “As maiores almas são capazes dos maiores vícios e das maiores virtudes”. Por esse motivo, concluía que o melhor uso da razão obrigava a uma espécie de profilaxia do erro: “pôr tudo em dúvida”.
Nasce assim, com a modernidade, o paradigma do politicamente incorrecto.Ao ouvirmos Sócrates, o Governo e o líder do Partido Socialista temos de concordar que se aproximam mais do paradigma dos monges de Salamanca do que do Pai da modernidade. Os seus óculos funcionam como o retrovisor de um carro: reconhecem os erros dos outros no passado, mas são incapazes de decifrar os seus males para o futuro. Não podemos contar com o que para eles é correcto para dar esperança ao futuro.
Temos de mudar de paradigma!