sexta-feira, maio 15, 2009
O tabu de Manuel Alegre e o da balzaquiana que conheci

Há anos, cruzei-me com uma balzaquiana muito linda que subia a Rua dos Clérigos. Queria que ela entabulasse conversa comigo: comecei por elogiar os seus dotes, mas ela continuou em silêncio. Recorri, depois, ao azedume, dizendo-lhe: "a menina é muito convencida... julga que não há meninas mais lindas!?... Olhe que é no saber afivelar um sorriso que se revela a beleza mais profunda, a interior, aquela que faz as grandes mulheres! Esse ar de importância não lhe fica nada bem!....”
Então, Ela olhou para mim, quebrou o tabu e disse-me: "olhe que eu digo que sim!...”
E foi uma noite bem passada. Também só esperava que ela me dissesse que sim!
Já não me lembro do seu nome , tal como acontecerá a Manuel Alegre por parte dos seus apoiantes.