segunda-feira, dezembro 15, 2008

 

Ainda dá para rir! “Salvem os ricos!...”

Na verdade, o que é importante para este Governo é salvar os ricos da crise que os próprios ricos, com as sua “vermelhinha”, criaram.

Quando o crescimento económico gerava abastança, os ricos tiveram as portas abertas para aproveitar a onda, jogando na especulação financeira e, assim, acumularam milhões de forma rápida.

No outro lado, no lado dos que só têm as mãos para trabalhar, foram esvaziados os poderes contratuais dos sindicatos, retirados benefícios aos trabalhadores com um novo código de trabalho que faz crescer uma precariedade sem direitos, promoveu-se a flexibilidade a granel, o despedimento fácil e ao lado de reformas milionárias, surgiram 200 milhões de portugueses a viverem no limiar da pobreza.
Veio a crise dos ricos e, quando se pensava que um governo dito socialista deixasse os especuladores pagarem os riscos da sua gula, o sentido das suas medidas foi “salvar os ricos” privatizando o Banco da “vermelhinha” e apoiando, com milhões, o Banco dos ricos.
Não restam, hoje, dúvidas sobre as opções deste Governo Socrático.

O último Fórum da esquerda foi mais um sobressalto cívico e político que ameaça constituir-se numa alternativa a Sócrates, correspondendo aos anseios de muitos milhões de cidadãos frustrados com um PS que traiu as suas expectativas.

Para desvalorizar esta situação o ministro Santos Silva surgiu, ontem, num canal da televisão, a garantir que o lugar de Manuel Alegre, em torno do qual gravitou o Fórum, é no PS. E quando lhe perguntaram por que não havia entendimento entre o PS e as propostas da esquerda, nomeadamente do BE e do PC, respondeu com os fantasmas dos velhos tempos, afirmando que isso não poderia acontecer, porque o modelo do PC era o dos governos do Vietname, da Coreia, etc.

O PS de Sócrates lança fantasmas para fugir às suas promessas eleitorais e continua a distanciar-se das preocupações dos que sempre viveram em crise: os que não têm emprego, que precisam dum sistema nacional de saúde eficaz, duma justiça célere, dum trabalho estável para constituir família, duma educação que mobilize os professores, duma escola que faça cidadãos responsáveis e profissionais competentes e de políticas que ajudem a viver com dignidade os que mais precisam: os velhos, os desesperados e os excluídos do progresso.

Para estes nada lhes diz a ameaça do Vietname ou da Coreia. Não admira, por isso, que cresça a expectativa de um novo movimento de esquerda e que o humor se vá tornando numa arma política, como acontece com a paródia dos “Contemporâneos” e a “Gala da precariedade” premiando Sócrates com os troféus da categoria dos “sem vergonha” e o da “ficção” em “Novas Oportunidades”.

Enquanto vamos rindo, Sócrates pode continuar com a sua lábia propagandística. O pior é quando começar a não dar para rir!...
Entretanto, ouçam os "Contemporâneos"
http://www.youtube.com/watch?v=pI3z1c53J4g

Comments:
É tempo de reflectir o País e a Esquerda que queremos!...
 
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