sábado, novembro 22, 2008
Tudo direitinho e certinho!

E já que falamos em milhões convém não dar muito importância a esses números. Eles mudam de lugar com muita facilidade e isso só pode causar impressão a quem não está habituado aos ditos. Ora vejam: a Caixa Geral de Depósitos, o tal Banco de todos nós, mal injecta 800 milhões no BPN pede, em seguida, um aval ao Estado de dois milhões de euros. No intervalo, o Ministro da Segurança Social levanta do BPN os 300 milhões que lá tinha colocado, sem se perceber as razões de tal depósito num Banco muito pouco transparente.
Se não perceberam que tudo isto é feito de forma direitinha e certinha, a culpa não é de Dias Loureiro, nem do Governo, nem do Banco de Portugal nem das autoridades que têm a incumbência de zelar pela transparência destas coisas e muito menos da promiscuidade entre a política e os negócios.