quarta-feira, julho 16, 2008

 





Alteia-se diante de mim
a torre de Kenzo Tange,
que volta para mim seus três sóis:
o sol negro do passado,
que já é qual lamparina apagada;
o sol do dia presente,
qual incêndio avermelhado.
E vejo o último sol,
o sol do sonho.

Dourado, certamente.
Mas este sol longínquo e inatingível
é também a antena de um radar.
Dois pequenos postigos discretos
formados por seus olhos.

LIUBOMIR LEVTECHEV
Tradução de Attílio Cancian, Editora Montanha. São Paulo, Brasil

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