quinta-feira, junho 12, 2008

 

Uma normalidade precária!

O entendimento entre o Governo e a comissão dos transportadores de mercadorias fez parar uma crise muito profunda e com consequências imprevisíveis. Não resolveu a crise, mas segurou a explosão do desespero.
A crise que o País vive é a crise dos pequenos e médios comerciantes, das pequenas e médias empresas, dos que só têm as mãos para fazer face à vida. Sobre eles, que criam 75% dos postos de trabalho, cai o peso asfixiante dos impostos e a indiferença do Estado. São eles (que constituem a maioria dos portugueses) os esquecidos por um Governo dito socialista e são eles que criaram as maiores expectativas em relação às promessas deste Governo.

Espera-se que o PS perceba o descontentamento generalizado e quase explosivo. Por todo o lado se encontram sintomas de um desespero afogado na solidão. Mas como ficou demonstrado na “greve dos transportadores” os desesperados são solidários na luta: eles já nada têm a perder!

É preciso olhar por esta gente que desesperadamente procura fazer face à vida. Já não está em causa o Governo voltar ou não a ganhar as eleições (o que me parece, apesar do favoritismo relativo das sondagens, difícil): o que está em causa é a própria estabilidade do País.

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