Pior do que sabermos que há dois milhões de pobres em Portugal (perfazendo um quinto dos portugueses a viver com menos de 360 euros por mês), que há pessoas com emprego, mas o que ganham não chega para as suas necessidades, que a diferença entre pobres e ricos é já obscena, que se alarga a consciência de que são os pobres a resolverem a crise dos mais pobres, pior do que tudo isto, é a pobreza não ter rosto, ser diluída nos números pelos contabilistas de serviço e esquecermo-nos que onde há pobres há uma ruptura com os elementares padrões da ética que a todos obriga.
Obs: excerto de um texto de opinião que enviei para:
# posted by Primo de Amarante @ 12:21 da tarde
