quinta-feira, outubro 18, 2007
Manifestação contra a flexibilidade sem segurança

Para protestar “contra a flexibilidade sem segurança, a desprotecção dos trabalhadores, o aumento da precariedade, a facilidade do despedimento, a redução dos salários reais e a limitação do papel dos sindicatos”, muitos milhares de pessoas vão concentrar-se, por volta das 15 horas, no Parque das Nações.

Tenho pena de não poder participar nesta manifestação. Entretanto, vou ouvindo e tentando participar nos vários debates promovidos pela Rádio e pela TV. Espanta-me alguma hostilização que é feita aos sindicatos. Naturalmente, todos nós poderemos fazer criticas aos sindicatos e entre elas não será de menosprezar o facto de haver dirigentes sindicais que permanecem ilimitadamente nos seus cargos, entravando a renovação de lideranças.
Mas uma coisa é limar aspectos negativos de funcionamento dos sindicatos e outra é ser ostensivamente contra a existência dos sindicatos. Confesso que não percebo! Será que as pessoas não entendem que os interesses dos empresários não coincidem co

São, por isso, necessárias estruturas que organizem os trabalhadores na defesa dos seus direitos. Sem sindicatos, abria-se o caminho á escravatura e acabava a democracia, não haja dúvidas. E a comprová-lo está aí um certo darwinismo social que já criou uma nova pobreza: os que têm emprego, mas cujo salário já não dá para sobreviver. E também por alguma razão já ressurgiram os “bufos” e os recados intimidativos às organizações sindicais.
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A voz do bom senso e da precaução. A flexissegurança na teoria parece plena de oportunidades, mas, na prática, creio que os trabalhadores terão menos garantias de estabilidade.
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