segunda-feira, junho 11, 2007

 

Espelho da Nação.

1. Fernando Charrua, ex-deputado do PSD, professor destacado na DREN, é sujeito a um processo disciplinar acompanhado de uma sanção (regressar à escola de origem) por troçar do diploma de Sócrates. O facto sabe-se, porque um seu colega, dito muito seu amigo, foi “bufar” à Directora.

2. O delator, pela importância que foi dada à sua “bufaria” tornou-se, como já referimos noutro post, no paradigma da responsabilidade e da competência no sistema educativo.

3. A Directora da DREN foi reconduzida no seu cargo, depreendendo-se que isso se deve à competência, sentido de responsabilidade e dedicação com que tratou a “bufaria”.

4. Agora, Charrua traz à colação um “bufanço”: «a presidente do Conselho Executivo da Escola EB 2/3 do Cerco do Porto ouviu à Directora Margarida gracejos sobre a licenciatura do primeiro-ministro»

Como vemos, estabeleceu-se um padrão de novos “valores” no sistema de informação e avaliação dos professores: de “bufaria em bufaria até á vitória final.

Tudo vale!

Comments:
Muito bem! Foi bom encontrar este blogue!
 
Quando eu era pequena havia bufos.
O meu pai tinha olho clínico e sabia quem eram.
Eu não, mas pareciam-me todos iguais.
Tinham uma maneira de andar subserviente e alguns, curvavam-se mesmo fisicamente.
Eram magros e os olhos fugiam dos nossos.
Alguns sentavam-se à mesa em jantares de sociedade e figiam rir-se do mesmo que os outros se riam e, se não lhe tocaram nunca,... juro que não percebi nunca porquê.

O Jornal do Avante aparecia na nossa caixa do correio e , indiferente a minha mãe tirava o correio e deitava o dito jornal no chão, bem debaixo do nariz do vulto que na esquina em frente fingia esperar alguém.

Hoje eu sou mulher e os bufos estão mesmo ali.
Já não nadam curvados, apresentam um nariz bem empinado e vestem bem,...Mas os olhos continuam a fugir dos nossos!
 
Vivi numa casa "República 24 de Março" onde o Avante me aparecia debaixo do travesseiro.

Hoje, tal como nesse tempo, criou-se o medo para provocar a desconfiança em todos, sobretudo nos que estão ao nosso lado, e com isso desenvolver a submissão. O medo, como diria José Gil (Portugal, hoje – o medo de existir) prepara o terreno onde se desenvolve a covardia, o arbítrio e a repressão. O medo esmorece a solidariedade, liquida a fraternidade e desenvolve o desenrasque dos “chicos-espertos”. E eles vão por aí (eese lugar da "não-inscrição"), nascendo como cogumelos!
 
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