terça-feira, maio 22, 2007

 

Porque hoje faz anos Charles Aznavour



La bohème

Paroles: Jacques Plante. Musique: Charles Aznavour 1966




Je vous parle d'un temps
Que les moins de vingt ans
Ne peuvent pas connaître
Montmartre en ce temps-là
Accrochait ses lilas
Jusque sous nos fenêtres
Et si l'humble garni
Qui nous servait de nid
Ne payait pas de mine
C'est là qu'on s'est connu
Moi qui criait famine
Et toi qui posais nue

La bohème, la bohème
Ça voulait dire on est heureux
La bohème, la bohème
Nous ne mangions qu'un jour sur deux

Dans les cafés voisins
Nous étions quelques-uns
Qui attendions la gloire
Et bien que miséreux
Avec le ventre creux
Nous ne cessions d'y croire
Et quand quelque bistro
Contre un bon repas chaud
Nous prenait une toile
Nous récitions des vers
Groupés autour du poêle
En oubliant l'hiver

La bohème, la bohème
Ça voulait dire tu es jolie
La bohème, la bohème
Et nous avions tous du génie

Souvent il m'arrivait
Devant mon chevalet
De passer des nuits blanches
Retouchant le dessin
De la ligne d'un sein
Du galbe d'une hanche
Et ce n'est qu'au matin
Qu'on s'asseyait enfin
Devant un café-crème
Epuisés mais ravis
Fallait-il que l'on s'aime
Et qu'on aime la vie

La bohème, la bohème
Ça voulait dire on a vingt ans
La bohème, la bohème
Et nous vivions de l'air du temps

Quand au hasard des jours
Je m'en vais faire un tour
A mon ancienne adresse
Je ne reconnais plus
Ni les murs, ni les rues
Qui ont vu ma jeunesse
En haut d'un escalier
Je cherche l'atelier
Dont plus rien ne subsiste
Dans son nouveau décor
Montmartre semble triste
Et les lilas sont morts

La bohème, la bohème
On était jeunes, on était fous
La bohème, la bohème
Ça ne veut plus rien dire du tout.

Comments:
Ao contrário do que prometeu, vejo que emigrou para França.
Perfeitamente entendível.

Só não sabia que a cidade do amor conseguia tão imediata influência sobre as pessoas. Dois (2) posts seguidos na lingua de De Gaulle!!

Ainda posso ter esperança de um dia voltar a ler, nesta margem, posts escritos em portugês?! :-)

Maria
 
Não se consegue ouvir a música, Primo.
Questão: A Maria é a In? Se é perdeu a cor que lhe ficava lindamente?
 
Carissima Maria, a poesia não tem fronteiras, desde que se goste.

Mas já postei um texto em português. É um texto político e sei que não gosta (pelo menos raramente os comenta!). Mas eu escrevo só o que me sai da alma (agnostica, diga-se de passagem!)
 
Caro Ferreira, estou convencido disso.

Um abraço
 
Il influence de ces poteaux me fait parler dans la langue de Gaulle. :-)

Je suis de passage, mais, d' un façon générale, je peux dire que cet interrogatoire, fait par le Mrs. Ferreira, n'a pas raison d'être. N'est pas?

Maintenant je vais déjeuner, avec votre licence.

Maria
 
il m'excuse!
il me pardonne!
 
eh eh eh
mais logo, volto cá para explicar a ausência de comentários nos textos politicos.

E, já agora, dizer-lhe que o texto "O rosto do Leviatã" me fez recordar o contrato social de Rawls de quem não guardo boas lembranças. Á custa dele chumbei, imerecidamente, na oral de filosofia do Direito. Nunca mais o esqueci.
 
Eu li a obra de John Rawls, “Uma teoria da Justiça” e gostei da metáfora do “véu da ignorância” com que explica as condições ideais da imparcialidade.

Rawls nada tem a ver com Hobbes. Bem pelo contrário. Pensa a organização do Estado com preocupações de justiça social.

O seu princípio da equidade rompeu com o igualitarismo e abriu portas a uma igualdade que tivesse em conta as diferenças.

Rawls é influenciado por Kant.
 
Nota prévia: ponderosos motivos pessoais afastaram-me, impositivamente, desta margem.

E ao tentar, agora, retomar o fio à meada dou-me conta que já não me lembro do que pretendia dizer-lhe. Resta-me a lembrança daquela intencionalidade e o sossego, mais ou menos sereno, de que não seria nada de relevante, certamente.

De qualquer forma, dizer-lhe que foi precisamente o processo de escolha no sistema de justiça de Jonh Rawls (envolto no véu) que, em tempos, me atirou ao tapete.

Diacho do homem!!
Não o levei, erradamente - está visto, na devida conta, nem o elevei à categoria de eleito no tempo de estudo e ... deu no que deu! Só, tardiamente, percebi que Rawls era um dos predilectos do meu professor.

Ficou-me o amargo de boca que recordo, ainda hoje, como castigo de alguma preguiça e falta de tempo.

Maria
 
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