domingo, maio 20, 2007

 

É curioso!...

Na Câmara de Lisboa há uma relação directamente proporcional entre o volume das dívidas e o número de candidatos a disputarem as eleições. Já são nove!

Compreende-se que quem infere que os partidos estão imbuídos de jogos de interesses confusos e, por isso, não governam bem, conclua que o melhor é formar uma lista e disputar as eleições como independente.

Mas, que dizer de um partido que cria um grande desnorte no normal funcionamento das instituições do Estado, provocando a descida de um membro do Tribunal Constitucional para ministro e obrigando a uma remodelação no governo para colocar o seu número dois a disputar a Câmara de Lisboa?!...

Os partidos possuem na sua estrutura organizativa comissões concelhias que, por dever estatutário, têm a incumbência de analisar a situação política da respectiva autarquia, avaliar o trabalho dos seus militantes e propor medidas que corrijam erros, «arrumem a casa», etc. etc. Questões que António Costa tinha obrigação de desempenhar, se cumprisse as obrigações estatutárias de militante do PS na autarquia de Lisboa.

Mas, António Costa esqueceu-se desses deveres e, de «peito feito», descobriu, agora, que tem ideias para «arrumar a autarquia e dar “novo rumo» à Cidade de Lisboa.

E bastou que se apresentasse como a solução única para a Câmara de Lisboa para despertar a atracção pelo poder triunfante e o desprezo pela memória das suas responsabilidades políticas, atraindo para si algumas consciências “bem (in)formadas” nas críticas ao funcionamento dos partidos: Saldanha Sanches e Miguel Júdice.

António Costa, num golpe de marketing político, utiliza, assim, Saldanha Sanches para dizer que na sua campanha há mãos limpas, esvaziando a importância das criticas do Fiscalista à corrupção nas autarquias ou á embrulhada das contas da campanha eleitoral de 2005 pelos círculos Europa e fora da Europa, incluindo a “bichice” do Brasil; vai servir-se de Miguel Júdice para garantir que o PS tem melhor candidato que o PSD, esvaziando as criticas do Ilustre causídico aos problemas da Justiça dum governo que teve como número dois António Costa.

Saldanha Sanches e Miguel Júdice, nada quiseram saber das responsabilidades morais de António Costa, como governante e dirigente partidário, na desorientação e descalabro financeiro da autarquia de Lisboa.

Tanto um como o outro nada quiseram saber do papel dos partidos na degradação da credibilidade das instituições e no funcionamento do sistema democrático.

É curioso!...


E se os eleitores fizerem a António Costa o gesto sugerido por Rafael Bordalo Pinheiro!!!...

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