terça-feira, fevereiro 06, 2007

Há palavras tão belas e fugazes
que não me posso negar a oferecê-las
a fixá -las em mapas que te explorem
Há poemas com frutas do ultramar
que envio urgentemente
e não sei se a tua noite
saboreia ou recusa
Há regiões da vida que proíbem
a entrada aos poetas “proibido
invadir com palavras”
Aurora Luque
(Almeria, Espanha-n.1962)
Enviado por Amélia Pais
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Ah!! A beleza das palavras?
O poder das palavras?
Pois, algumas são avassaladoras.
(Já cá fazia falta um poema. A mim, faz-me bem lê-los de quando em vez.)
O poder das palavras?
Pois, algumas são avassaladoras.
(Já cá fazia falta um poema. A mim, faz-me bem lê-los de quando em vez.)
Li algures que hoje é dia de aniversário da morte de José Gomes Ferreira.
Para registar o dia reproduzo -um poema que gosto.
Cala-te, voz que duvida
e me adormece
a dizer-me que a vida
nunca vale o sonho que se esquece.
Cala-te, voz que assevera
e insinua
que a primavera
a pintar-se de lua
nos telhados,
só é bela
quando se inventa
de olhos fechados
nas noites de chuva e de tormenta.
Cala-te, sedução
desta voz que me diz
que as flores são imaginação
sem raiz.
Cala-te, voz maldita
que me grita
que o sol, a luz e o vento
são apenas o meu pensamento
enlouquecido….
(E sem a minha sombra
o chão tem lá sentido!)
Mas canta tu, voz desesperada
que me excede.
E ilumina o Nada
Com a minha sede.
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Para registar o dia reproduzo -um poema que gosto.
Cala-te, voz que duvida
e me adormece
a dizer-me que a vida
nunca vale o sonho que se esquece.
Cala-te, voz que assevera
e insinua
que a primavera
a pintar-se de lua
nos telhados,
só é bela
quando se inventa
de olhos fechados
nas noites de chuva e de tormenta.
Cala-te, sedução
desta voz que me diz
que as flores são imaginação
sem raiz.
Cala-te, voz maldita
que me grita
que o sol, a luz e o vento
são apenas o meu pensamento
enlouquecido….
(E sem a minha sombra
o chão tem lá sentido!)
Mas canta tu, voz desesperada
que me excede.
E ilumina o Nada
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