quarta-feira, janeiro 24, 2007
Uma posição respeitável.

E acrescentou: "Sem contradição nenhuma votaria 'sim'".
Eis uma posição que, embora no meu ponto de vista seja contraditória, me agrada, pela sua dimensão humana, registar. É muito diferente daquelas que, sem discutirem nem procurarem compreender o drama vivido pela mulher que interrompe a sua gravidez, lançam a acusação de crime e ameaçam logo com a excomunhão.
Viseu teve sempre grandes bispos!
Lembram-se daquele que dizia: «a religião deve ser como o sal na comida»?
Comments:
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Perfeitamente de acordo com a tese...despenalização sim, qual o interesse? Há que prevenir as situações dramáticas, isso sim. Penalizar quem já está (em princípio...)penalizado!...Agora, liberalização "encapotada", isso choca-me...
Está a ver como há Almas altamente esclarecidas nesta nossa Igreja terrena?
Está a ver como há Almas altamente esclarecidas nesta nossa Igreja terrena?
Caro Cabral Mendes: a liberalização já existe para quem tem dinheiro.
A pobreza terá de ficar até nos dramas discriminada?
Pessoalmente, penso que um bom governo deve ter como princípio da sua gestão diminuir o sofrimento dos que mais sofrem. O Bispo, de certa forma, já pensa assim. Simplesmente não tira todas as consequências.
A pobreza terá de ficar até nos dramas discriminada?
Pessoalmente, penso que um bom governo deve ter como princípio da sua gestão diminuir o sofrimento dos que mais sofrem. O Bispo, de certa forma, já pensa assim. Simplesmente não tira todas as consequências.
Obrigado, sr. Anónimo, pela referência ao Bispo que um dia disse: «A religião deve ser como o sal na comida: nem muito nem pouco, só o preciso". De facto, o fundamentalismo (que é sempre contrário aos princípios da piedade que orientam uma religião) cai em excessos na postura ou na concepção religiosa: ou tira o sal ou põem-no em demasia.
Um exemplo desse excesso fundamentalista está hoje no “Público” trazido pela plataforma do "Não Obrigado". Um professor de filosofia, ex-padre, ilustra com uma imagem pictórica de um feto a razão do “Não”, defendendo que às 10 semanas já há feições humanas. È uma forma de manipulação antiga.
Num manual que escrevi, com outros colegas, há nos, referi esta questão. Como é sabido, o que há é uma "massa viva" com indefinições concretas que, por isso, segundo as leis da gestalteoria podem ser percepcionadas, conforma as tendências projectivas de quem as percepciona. Acontece o mesmo com o borrão de tinta dos testes psicológicos que serviam para interpretar o carácter. Acabou-se por concluir que as diferentes interpretações eram sobretudo a projecção de quem as analisava.
Esta forma de condicionamento manipulador é inaceitável. Só por volta das 12 semanas, o sistema nervoso central começa a potencializar o que verdadeiramente se pode considerar ser humano. Isto é um dado aceite pela comunidade científica que domina a investigação nesta matéria. Aliás, não se pode dizer que os países que toleram a IVG até às 12 semanas são governados por ignorantes e criminosos ou o seu povo (que não se revolta) é perverso e criminoso.
Naturalmente, pode haver quem não pense assim, mas não lhe é licito tentar por representações projectivas manipular consciências. Além disso, o que verdadeiramente está em questão não é a questão de abortar ou não, mas a despenalização de um drama da interrupção da gravidez.
Agora diz-se que a pergunta está mal feito. Penso que nesta matéria nunca existiria uma pergunta a referendar quimicamente perfeita. A linguagem é polissémica: haveria sempre subjectividade nas interpretações, brotando uma polémica semelhante à actual..
Um exemplo desse excesso fundamentalista está hoje no “Público” trazido pela plataforma do "Não Obrigado". Um professor de filosofia, ex-padre, ilustra com uma imagem pictórica de um feto a razão do “Não”, defendendo que às 10 semanas já há feições humanas. È uma forma de manipulação antiga.
Num manual que escrevi, com outros colegas, há nos, referi esta questão. Como é sabido, o que há é uma "massa viva" com indefinições concretas que, por isso, segundo as leis da gestalteoria podem ser percepcionadas, conforma as tendências projectivas de quem as percepciona. Acontece o mesmo com o borrão de tinta dos testes psicológicos que serviam para interpretar o carácter. Acabou-se por concluir que as diferentes interpretações eram sobretudo a projecção de quem as analisava.
Esta forma de condicionamento manipulador é inaceitável. Só por volta das 12 semanas, o sistema nervoso central começa a potencializar o que verdadeiramente se pode considerar ser humano. Isto é um dado aceite pela comunidade científica que domina a investigação nesta matéria. Aliás, não se pode dizer que os países que toleram a IVG até às 12 semanas são governados por ignorantes e criminosos ou o seu povo (que não se revolta) é perverso e criminoso.
Naturalmente, pode haver quem não pense assim, mas não lhe é licito tentar por representações projectivas manipular consciências. Além disso, o que verdadeiramente está em questão não é a questão de abortar ou não, mas a despenalização de um drama da interrupção da gravidez.
Agora diz-se que a pergunta está mal feito. Penso que nesta matéria nunca existiria uma pergunta a referendar quimicamente perfeita. A linguagem é polissémica: haveria sempre subjectividade nas interpretações, brotando uma polémica semelhante à actual..
Pois eu não acredito neste principe da igreja católica.Não sou tão benevolente como o Primo de Amarante.
É apenas uma resposta oportunista e "inteligente" para apelar ao voto não, captando o voto que não é arregimentado pelo sector mais trauliteiro da dita igreja.
Se a pergunta fosse outra, a desculpa seria também outra.
Não à hipocrisia!
É apenas uma resposta oportunista e "inteligente" para apelar ao voto não, captando o voto que não é arregimentado pelo sector mais trauliteiro da dita igreja.
Se a pergunta fosse outra, a desculpa seria também outra.
Não à hipocrisia!
Viva o camarada e amigo Hugo!Felizmente que saiu da "toca" e veio à caixinha que também é dele.
Aceito o teu comentário,mas eu não penso assim e não faço processos de intenções a um bispo que saiu do pensamento correcto dos seus correligionários. Penso que a sua opinião favoreceu mais o SIM do que se pode esperar. Ele rompeu com a ideia do crime e da excomunhão e situou-se num plano mais humano e de compreensão do drama da IVG. Deve haver muitos católicos e propagandistas do "Não" que não gostaram das suas palavras.
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Aceito o teu comentário,mas eu não penso assim e não faço processos de intenções a um bispo que saiu do pensamento correcto dos seus correligionários. Penso que a sua opinião favoreceu mais o SIM do que se pode esperar. Ele rompeu com a ideia do crime e da excomunhão e situou-se num plano mais humano e de compreensão do drama da IVG. Deve haver muitos católicos e propagandistas do "Não" que não gostaram das suas palavras.
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