sexta-feira, dezembro 22, 2006
DESPONDENCY

Deixá-la ir, a ave, a quem roubaram
Ninho e filhos e tudo, sem piedade...
Que a leve o ar sem fim da soledade
Onde as asas partidas a levaram...
Deixá-la ir, a vela que arrojaram
Os tufões pelo mar, na escuridade,
Quando a noite surgiu da imensidade,
Quando os ventos do Sul se levantaram...
Deixá-la ir, a alma lastimosa,
Que perdeu fé e paz e confiança,
À morte queda, à morte silenciosa...
Deixá-la ir, a nota desprendida
Dum canto extremo... e a última esperança...
E a vida... e o amor... deixá-la ir, a vida!
Antero de Quental (1842 - 1891)
Enviado por Amélia Pais
Comments:
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Eu sei que os grandes poemas falam, sobretudo, da morte, da saudade, da solidão, do amor impossivel, das agruras da vida...
Mas há também poemas que são um hino à Vida, à Liberdade, ao Amor, à Amizade, à Paixão, à Alegria, à Esperança, à Solidariedade...
Tem de pedir à sua amiga para, de vem em quando, lhe enviar alguns destes.
ln
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Mas há também poemas que são um hino à Vida, à Liberdade, ao Amor, à Amizade, à Paixão, à Alegria, à Esperança, à Solidariedade...
Tem de pedir à sua amiga para, de vem em quando, lhe enviar alguns destes.
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