domingo, setembro 24, 2006
O direito à memória

Arquitecto e urbanista inglês, nascido em Cherterfield em 1867, estudou na South Kensington School of Art de Londres, e também estudou design de interiores. Junto com Raymond Unwin, com o qual se associou em 1896, Parker se destacou por popularizar o movimento Arts and Crafts, que foi muito popular no início do século XX. Sua contribuição entretanto é maior no campo do urbanismo, no qual Parker teve oportunidade de projectar bairros e cidades, realizando na prática, a


Arquitecto português natural de Matosinhos e estabelecido no Porto. Formou-se na Escola Superior de Belas Artes do Porto, que frequentou de 1949 a 1955. Muitos projectos e prémios. Tem grande admiração pelo Barão Haussmann e gosta muito de trabalhar com Rui Rio, por este ter grande admiração por

Obs: textos enviados por A.M.
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Eu, por acaso, julgo saber o que Siza diria. O seu conceito de arquitectura inspira-se na escultura, o que ele sempre sonhou fazer. Por isso, deixou-se influenciar pelo minimalismo. Mas há outros conceitos de arte e outras formas de ver a Cidade. Eu entendo a Cidade, como a entendiam os que lhe deram o nome. A cidade é, para mim, sobretudo, um “espírito” de vida em comum. “Espírito” que expressa o desejo de construir-com-os-outros a felicidade. Precisamos de nos sentir na cidade como gostaríamos de nos sentir no mundo, vivendo em harmonia com os outros e a natureza. As cidades crescem delapidando a natureza e é necessário contrariar esse esbanjamento, não perdendo a referência das coisas belas que a natureza nos proporciona. O jardim é essa referência de encanto que nos humaniza e nos torna felizes, como todo o sentimento de beleza.
A espécie de laje fria em que se tornou a Avenida dos Aliados está mais próxima da depressão que do encanto que as flores promovem. E a cidade é para as pessoas viverem e não o “território” por onde passamos, atropelando-nos uns aos outros, sempre na ânsia stressante de, desesperadamente, encontramos a porta de saída.
Procurei um livro que li há bastante tempo sobre a origem das cidades, mas, como de costume, não o encontrei. É interessante verificarmos que as cidades desenvolveram-se sempre onde a natureza era mais pródiga e, onde a natureza é mais pródiga é onde as flores florescem.
A espécie de laje fria em que se tornou a Avenida dos Aliados está mais próxima da depressão que do encanto que as flores promovem. E a cidade é para as pessoas viverem e não o “território” por onde passamos, atropelando-nos uns aos outros, sempre na ânsia stressante de, desesperadamente, encontramos a porta de saída.
Procurei um livro que li há bastante tempo sobre a origem das cidades, mas, como de costume, não o encontrei. É interessante verificarmos que as cidades desenvolveram-se sempre onde a natureza era mais pródiga e, onde a natureza é mais pródiga é onde as flores florescem.
A imagem da "Cidade de Deus", em S.Agostinho, é uma boa metáfora para a utopia (a execlência que não temos, mas poderíamos esforçarmo-nos para a atingir)duma CIDADE.
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