domingo, setembro 17, 2006
Labirinto

Aqui semeei poentes rubros
E recolhi estrelas e ergui da poeira luas velhas
Ressequidas
Aqui estendi arco-íris depois das chuvas
No espaço
Aqui inventei noites profundas desmedidas
E as povoei de sonhos e de sombras
E cansaços.
E um dia adormeci olhando os astros
Repetir no tempo o confuso labirinto
Dos meus próprios passos.
José Eduardo Águalusa
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Enviado por Amélia Pais
Comments:
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Compadre, às tantas tem razão. Mas eu fui ao google confirmar antes de colocar o comentário e só aparecia Agualusa. Pronto. É mesmo Água do Luso :-)
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