terça-feira, setembro 12, 2006
Defraudar esperanças
O maior problema da Justiça está, certamente, na ineficácia do combate à corrupção. No entanto, de acordo com relatórios das Nações Unidas, Portugal é o País mais corrupto da Europa.
E este problema é gravissimo. A corrupção mina os fundamentos de um Estado de Direito, põe em causa os princípios da igualdade perante a lei e perverte as relações de confiança e respeito entre governantes e governados.

Esperava-se, por isso, que o pacto assinado entre o PS e o PSD sobre a reforma da Justiça tivesse como preocupação central o problema da corrupção.
Lamentavelmente, as noticias de hoje informam que nenhum dos cinco pontos do pacto entre PS e PSD para a reforma da Justiça indica que o combate à corrupção foi matéria de consideração e entendimento entre os dois partidos.
Inclusivamente, duvida-se que seja tido em conta os recentes três projectos-lei apresentados na Assembleia da República pelo deputado socialista João Cravinho sobre esta matéria.
Que interpretação poderemos dar a esta circunstância?!... Será que não há no PSD ou no PS quem se envergonhe com a avaliação dos relatórios das Nações Unidas?!..
E se na consciência social, o prestígio continuar a ser avaliado pela conta bancária, como esperar que a corrupção tenha, pelo menos, “custos morais”?!..
Para onde vamos?!...
E este problema é gravissimo. A corrupção mina os fundamentos de um Estado de Direito, põe em causa os princípios da igualdade perante a lei e perverte as relações de confiança e respeito entre governantes e governados.

Esperava-se, por isso, que o pacto assinado entre o PS e o PSD sobre a reforma da Justiça tivesse como preocupação central o problema da corrupção.
Lamentavelmente, as noticias de hoje informam que nenhum dos cinco pontos do pacto entre PS e PSD para a reforma da Justiça indica que o combate à corrupção foi matéria de consideração e entendimento entre os dois partidos.
Inclusivamente, duvida-se que seja tido em conta os recentes três projectos-lei apresentados na Assembleia da República pelo deputado socialista João Cravinho sobre esta matéria.
Que interpretação poderemos dar a esta circunstância?!... Será que não há no PSD ou no PS quem se envergonhe com a avaliação dos relatórios das Nações Unidas?!..
E se na consciência social, o prestígio continuar a ser avaliado pela conta bancária, como esperar que a corrupção tenha, pelo menos, “custos morais”?!..
Para onde vamos?!...