domingo, julho 30, 2006
Uma outra opinão diferente da dos analistas de serviço na TV
Por Laerte Braga
Rebelión
Existem pelo menos 50 resoluções do Conselho de Segurança da ONU condenando o estado terrorista de Israel por crimes contra o povo palestino. Israel dispõe de armas químicas e nucleares, ocupa terras palestinas, mata crianças, mulheres, atira, como hoje, em manifestações pacíficas, demole casas, mas nada.
No único momento que a paz parecia visível, o acordo entre os governos de Rabin e de Arafat, um fundamentalista judeu matou o primeiro ministro de seu país. É difícil acreditar que o ato tenha sido vontade isolada de um louco. É só olhar os acontecimentos que se seguiram para perceber que Sharon é consequência de um projecto consistente de impor o terror sionista aos palestinos.Genocídio sem qualquer contestação.
Nem tradicionais aliados da barbárie israelense conseguem disfarçar o incómodo diante de medonha boçalidade. Brian Cowen, ministro das relações exteriores da Irlanda, país que preside a União Européia, classificou a acção sionista de "desprezo irresponsável dos soldados de Israel, pela vida humana".
E daí?
Bush e os integrantes da organização terrorista Casa Branca vão tomar atitudes como fizeram no caso de Saddam?
Sharon e Saddam são iguais. Criminosos. São crimes contra pessoas inocentes, contra a liberdade, trazem a marca da suástica sionista.
Bombardeiros americanos perceberam cerca de 80 pessoas numa aldeia no Iraque, na fronteira com a Síria, celebrando um casamento. Dispararam mísseis e bombas. Mataram 40.
Rumsfeld, marechal de campo do IV Reich, chama isso de "liberdade duradoura", "justiça infinita", através de operações de "choque e pavor".
Sharon, chefe do estado sionista/terrorista, chama sua operação de "Arco Íris e Nuvens".
Soam ridículas as acusações contra homens bomba. São gestos desesperados e possíveis de um povo humilhado, espoliado em suas terras, contra um inimigo sádico, sem limites e que traz o terror, esse sim, como prática deliberada e constante.
Há um flagelo partindo da Casa Branca. Um carrasco sem entranhas em Tel Aviv.
Milhares de inocentes mortos em nome dos interesses econômicos de empresas às quais são ligados.
O mundo do mercado.
Bush e Sharon chamam suas ações de movimentos pela paz, pela democracia, clamam por direitos humanos.
O sargento Jeremy Sivits foi condenado a um ano de prisão por ter torturado iraquianos numa prisão em Bagdá. Admitiu sua culpa, poupou o comando e foi rebaixado a soldado. Vai ser expulso do exército dos Estados Unidos.
Os fatos que vão surgindo a cada dia revelam que eram precisas e matemáticas as instruções do comando militar para que prisioneiros fossem submetidos a humilhações, torturas, todo o repertório nazi/fascista das forças invasoras que ocupam aquele país.
A ação terrorista da Casa Branca e de Israel não é isolada e nem excesso de militares ou seus agentes.Quando reclamam por direitos humanos, fingem tomar providências ou atitudes contra abusos, apenas repetem situações que a História mostra de forma repetida em todos os tempos.
Hitler, por exemplo, mandou por fogo no Parlamento alemão e culpou os comunistas.Deu o golpe final e iniciou uma estúpida escalada de guerra que devastou a Europa.
Pelo poder que dispõe, o fuhrer norte-americano devasta o mundo em poucos minutos.
Pela sanha assassina que o caracteriza, Sharon em pouco tempo bate recordes dos campos de concentração nazistas.
O entendimento que palestinos e iraquianos somos todos nós é vital para a percepção que estamos diante de um novo Reich, com maior poder de destruição, mas na mesma medida da boçalidade do chanceler alemão. Ou talvez medida maior.
E, mais uma vez, fica com foros de definitiva, indesmentível, a afirmação de Saramago: "a democracia é uma farsa, você vota para mudar e não muda nada, continuamos governados pelo FMI".
Pelo FMI, pelas bombas despejadas sobre crianças, mulheres e noivos por aviões norte-americanos. Por mísseis de Israel.Pela maneira cruel e desprezível com que terroristas sionistas matam palestinos.
Aprenderam com Hitler.
Laerte Braga
Rebelión
Existem pelo menos 50 resoluções do Conselho de Segurança da ONU condenando o estado terrorista de Israel por crimes contra o povo palestino. Israel dispõe de armas químicas e nucleares, ocupa terras palestinas, mata crianças, mulheres, atira, como hoje, em manifestações pacíficas, demole casas, mas nada.
No único momento que a paz parecia visível, o acordo entre os governos de Rabin e de Arafat, um fundamentalista judeu matou o primeiro ministro de seu país. É difícil acreditar que o ato tenha sido vontade isolada de um louco. É só olhar os acontecimentos que se seguiram para perceber que Sharon é consequência de um projecto consistente de impor o terror sionista aos palestinos.Genocídio sem qualquer contestação.
Nem tradicionais aliados da barbárie israelense conseguem disfarçar o incómodo diante de medonha boçalidade. Brian Cowen, ministro das relações exteriores da Irlanda, país que preside a União Européia, classificou a acção sionista de "desprezo irresponsável dos soldados de Israel, pela vida humana".
E daí?
Bush e os integrantes da organização terrorista Casa Branca vão tomar atitudes como fizeram no caso de Saddam?
Sharon e Saddam são iguais. Criminosos. São crimes contra pessoas inocentes, contra a liberdade, trazem a marca da suástica sionista.
Bombardeiros americanos perceberam cerca de 80 pessoas numa aldeia no Iraque, na fronteira com a Síria, celebrando um casamento. Dispararam mísseis e bombas. Mataram 40.
Rumsfeld, marechal de campo do IV Reich, chama isso de "liberdade duradoura", "justiça infinita", através de operações de "choque e pavor".
Sharon, chefe do estado sionista/terrorista, chama sua operação de "Arco Íris e Nuvens".
Soam ridículas as acusações contra homens bomba. São gestos desesperados e possíveis de um povo humilhado, espoliado em suas terras, contra um inimigo sádico, sem limites e que traz o terror, esse sim, como prática deliberada e constante.
Há um flagelo partindo da Casa Branca. Um carrasco sem entranhas em Tel Aviv.
Milhares de inocentes mortos em nome dos interesses econômicos de empresas às quais são ligados.
O mundo do mercado.
Bush e Sharon chamam suas ações de movimentos pela paz, pela democracia, clamam por direitos humanos.
O sargento Jeremy Sivits foi condenado a um ano de prisão por ter torturado iraquianos numa prisão em Bagdá. Admitiu sua culpa, poupou o comando e foi rebaixado a soldado. Vai ser expulso do exército dos Estados Unidos.
Os fatos que vão surgindo a cada dia revelam que eram precisas e matemáticas as instruções do comando militar para que prisioneiros fossem submetidos a humilhações, torturas, todo o repertório nazi/fascista das forças invasoras que ocupam aquele país.
A ação terrorista da Casa Branca e de Israel não é isolada e nem excesso de militares ou seus agentes.Quando reclamam por direitos humanos, fingem tomar providências ou atitudes contra abusos, apenas repetem situações que a História mostra de forma repetida em todos os tempos.
Hitler, por exemplo, mandou por fogo no Parlamento alemão e culpou os comunistas.Deu o golpe final e iniciou uma estúpida escalada de guerra que devastou a Europa.
Pelo poder que dispõe, o fuhrer norte-americano devasta o mundo em poucos minutos.
Pela sanha assassina que o caracteriza, Sharon em pouco tempo bate recordes dos campos de concentração nazistas.
O entendimento que palestinos e iraquianos somos todos nós é vital para a percepção que estamos diante de um novo Reich, com maior poder de destruição, mas na mesma medida da boçalidade do chanceler alemão. Ou talvez medida maior.
E, mais uma vez, fica com foros de definitiva, indesmentível, a afirmação de Saramago: "a democracia é uma farsa, você vota para mudar e não muda nada, continuamos governados pelo FMI".
Pelo FMI, pelas bombas despejadas sobre crianças, mulheres e noivos por aviões norte-americanos. Por mísseis de Israel.Pela maneira cruel e desprezível com que terroristas sionistas matam palestinos.
Aprenderam com Hitler.
Laerte Braga
Comments:
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O rosto da infâmia
Que faz pessoas que nos habituámos a ver envolvidas nos combates pela liberdade aparecer ao lado de teocracias onde os direitos individuais mais elementares são espezinhados e de partidos e organizações que usam civis como escudo e matam em nome de Deus, assumindo como objectivo impor, "de Al-Andalus (Espanha) ao Iraque", regimes onde, como escreveu Samir Kassir (e por isso foi assassinado, pois em tais regimes a liberdade de pensamento é crime punido com a morte sem julgamento) "a civilização é reduzida à cultura, a cultura à religião, a religião à política e a política à acção violenta"? A resposta é Israel. Há na sociedade e na cultura portuguesas um anti-semitismo larvar que salta à primeira oportunidade. No caso do actual conflito no Líbano (como, frequentemente, no da Palestina), reciclado sob a máscara diáfana do "anti-sionismo", que facilmente tomba deixando à vista o rosto da infâmia "Os crimes da Luftwaffe nazi - escreve-se num "site" de militantes do PCP para quem Israel é "o estado judeu" - foram insignificantes perto disto". Essa malta ainda não se atreve, como Ahmadinejad, a justificar o holocausto e a dizer que os judeus são um cancro que deve ser "tratado" com "radiação". Mas receio que, sem o saber, já o pense.
M.A. Pina
JN 31/07/2006
Que faz pessoas que nos habituámos a ver envolvidas nos combates pela liberdade aparecer ao lado de teocracias onde os direitos individuais mais elementares são espezinhados e de partidos e organizações que usam civis como escudo e matam em nome de Deus, assumindo como objectivo impor, "de Al-Andalus (Espanha) ao Iraque", regimes onde, como escreveu Samir Kassir (e por isso foi assassinado, pois em tais regimes a liberdade de pensamento é crime punido com a morte sem julgamento) "a civilização é reduzida à cultura, a cultura à religião, a religião à política e a política à acção violenta"? A resposta é Israel. Há na sociedade e na cultura portuguesas um anti-semitismo larvar que salta à primeira oportunidade. No caso do actual conflito no Líbano (como, frequentemente, no da Palestina), reciclado sob a máscara diáfana do "anti-sionismo", que facilmente tomba deixando à vista o rosto da infâmia "Os crimes da Luftwaffe nazi - escreve-se num "site" de militantes do PCP para quem Israel é "o estado judeu" - foram insignificantes perto disto". Essa malta ainda não se atreve, como Ahmadinejad, a justificar o holocausto e a dizer que os judeus são um cancro que deve ser "tratado" com "radiação". Mas receio que, sem o saber, já o pense.
M.A. Pina
JN 31/07/2006
È isso precisamente o que eu digo! Mas estou do lado dos que mais sofrem, dos que estão em cidades, vilas e aldeias como Qana.
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