sexta-feira, julho 07, 2006
Não bastam boas sugestões

Mas não é só no Algarve que tais pressões se fazem sentir.
A acção dos “patos bravos” com a conivência dos autarcas que reformulam, à medida dos interesses daqueles, os planos directores é conhecida em todo o país e esse mal é o espelho da corrupção que graça em muitas câmaras. Pôr termo a este desmando não pode surgir apenas de uma mera sugestão com apelo à coragem: o que é preciso é que a lei se aplique, a honestidade seja regra da normalidade e que todos os autarcas que se entregam aos "patos bravos" percebam que é crime comprometer o futuro das nossas Terras , porque os seus desmandos não ficam impunes. E isso consegue-se promovendo uma legislação clara e criando condições para que as inspecções actuem, os tribunais funcionem e os culpados das transgressões urbanisticas sejam punidos.

A densidade de construções é o principal factor de insegurança, exclusão social e perda de qualidade de vida. Além disso, descaracteriza as cidades e as vilas, afronta a memória da nossa identidade colectiva e provoca prejuízos avultados para o desenvolvimento do turismo e do futuro dos nossos filhos.
Contra isto sempre nos batemos e é preciso que se passe das “boas sugestões” para a responsabilização criminal das perversões urbanísticas.