domingo, julho 30, 2006
AMI no Líbano

Composta por três elementos (um médico, um enfermeiro e um logístico), esta equipa a partir de Sábado já distribui medicamentos, alimentos e água nas zonas mais afectadas pela guerra à população mais afectada por este conflito, nomeadamente mulheres e crianças.
Actualmente, a situação humanitária no Líbano é gravíssima, estimando-se que os deslocados superam as 700 mil pessoas. Muitas delas apresentam sinais de stress traumático e encontram-se a viver em situações de extrema precaridade em escolas, edifícios públicos ou com famílias de acolhimento. Destas, perto de 150 mil encontraram refúgio na fronteira síria e apresentam como doenças mais referenciadas, para além dos já referidos traumatismos psicológicos, ferimentos, infecções respiratórias, diarreia e toda uma panóplia de doenças crónicas, como hipertensão, diabetes e doenças do foro cardio-vascular.
Para além de prestar assistência à população libanesa, a AMI vai igualmente identificar estruturas danificadas pelo conflito, como escolas, equipamentos sociais e centros de saúde para posterior reconstrução e reabilitação.
Não é a primeira vez que Fernando Nobre está no Líbano. 24 anos depois da Guerra Civil, onde prestou assistência e auxílio à população libanesa, o Presidente da AMI regressou a Beirute. Mais uma vez, pelos piores motivos.
Lisboa, Julho de 2006
Para apoiar a AMI http://www.fundacao-ami.org/ami/matriz.asp
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Hoje é noticiado: O número de mortos no Líbano desde o início do conflito, em 12 de Julho, eleva-se a 750, e o de feridos a dois mil, segundo um balanço actualizado hoje divulgado pelo ministro da Saúde libanês.