segunda-feira, dezembro 26, 2005

 

Os gastos com a campanha das presidenciais

Segundo o artigo 18º da Lei do Financiamento dos Partidos Políticos e das Campanhas Eleitorais a subvenção estatal a dividir por todos os candidatos será de 3,747 milhões de euros, valor correspondente a 10 mil salários mínimos. Vinte por cento desse valor, cerca de 750 mil euros, são distribuídos igualmente por todos os candidatos e os restantes 80% - perto de 3 milhões de euros - na proporção dos resultados eleitorais obtidos por cada um. Esta medida (os 80%) favorece os candidatos apoiados pelo centrão, acabando por tornar a subvenção “mais democrática” para uns do que para outros.

Orçamento dos cinco candidatos

Cavaco Silva apresentou o maior orçamento: ronda o limite máximo de gastos permitido por lei (10 mil salários mínimos, 374,7 euros), ou seja, 3,747 milhões de euros. Deste valor, 1,47 milhões € destina-se à publicidade, seguindo-se as acções de campanha, com 665 mil euros, e o material de propaganda política, com 402 mil euros. Quanto às receitas, o candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS/PP não apresenta quaisquer contribuições de partidos políticos, mas estima receber mais de 2 milhões de euros de donativos de «pessoas singulares». Coloca como valor da subvenção estatal cerca de 1,7 milhões de euros, correspondente a cerca de 50% dos votos.

Mário Soares apresentou o segundo maior orçamento, mais de 2,9 milhões de euros, contando com 1,5 milhões de euros de «contribuição do PS». Pensa gastar mais de dois milhões de euros em publicidade, promoção e propaganda, dos quais um milhão de euros em material de campanha e igual montante em acções de campanha. Calcula obter cerca de 25% dos votos, contando com 899 mil euros de subvenção estatal.

Manuel Alegre prevê gastar 1,5 milhões de euros em publicidade, promoção e propaganda, angariar 100 mil euros em «fundos pecuniários» e 200 mil em «donativos em espécie». Espera obter do Estado uma subvenção de 900 mil euros pelos 25% de votos que calcula receber na 1ª volta.

Jerónimo de Sousa prevê gastar 1,1 milhões de euros, dos quais mais de metade em material de campanha, seguindo-se a rubrica de «transporte de pessoas», com 125 mil euros. Conta com 350 mil euros de subvenção estatal, ou seja , prevê alcançar entre 5 e 7% dos votos.

Francisco Louçã tem o menos orçamento dos cinco candidatos. Calcula que gastará cerca de 550 mil euros. Pensa que mais de 400 mil euros serão gastos em material e acções de campanha e que obterá uma subvenção estatal de 425 mil euros, ou seja, o correspondente a entre 8 e 9% dos votos.


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