quarta-feira, maio 02, 2007

 

O Norte, terra do trabalho e do empreendimento industrial, está cada vez mais pobre!

Há dias vi um homem, ainda novo, a tirar para comer restos de comida de um balde de lixo. Hoje, diz o JN que "O Norte está no seu pior momento" (…) Vive-se hoje pior no Norte do que há uma ou duas décadas e a qualidade de vida não pára de diminuir. (…) Basta olhar para alguns indicadores económicos e percorrer as ruas das maiores cidades ou das vilas mais pequenas para se perceber que a base económica tradicional está a desaparecer e que o peso dos seus representantes políticos é cada vez menor».

A notícia não espanta. Espantaria se dissesse que o Norte tem à frente dos directórios partidários pessoas empreendedoras, com provas dadas de capacidades intelectuais, capazes de formular um pensamento sobre a sua Terra e bater-se pelas suas ideias.

Mas o panorama político não é esse. O aparelhismo que domina os partidos escorraçou a melhor gente que por lá andava. O PS está praticamente entregue a uma família, no PSD ouve-se falar num Branquinho que foi jornalista, depois publicitário e, tornado deputado, descobriu compulsivamente em Lisboa a importância da liberdade de imprensa; no PC são sempre os mesmos e cada vez mais velhos; no CDS não se vislumbra ninguém, etc., etc.

É certo que no PSD ainda há uma ou outra figura de nível nacional, mas, geralmente, com uma retórico de estilo barroco que gosta-se de ouvir, mas só fica a musicalidade.


As notáveis personalidades que vinham do meio universitário ou duma reconhecida competência profissional já não estão na política. No Norte instalou-se uma nomenclatura que, salvo poucas excepções, veio da Terra do Sócrates (Alijó) e pouco mais!

Mas estes o que parecem querer é um lugar para si e para as suas “quotas” na mesa do orçamento!

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