quarta-feira, maio 02, 2007

 

Eleições intercalares em Lisboa

Ontem Marques Mendes garantiu que o PS ultrapassou o PSD pela direita, hoje reconheceu que já «não há condições políticas para Carmona Rodrigues gerir a Câmara de Lisboa com eficácia».

Marques Mendes não recorreu ao contorcionismo de que são hábeis os políticos, uma vez que foi ele que escolheu o actual presidente da Cãmara. E, mesmo que Carmona Rodrigues possa não ser o principal responsável, perante a grave situação de suspeitas de gestão criminosa propôs que fosse devolvida a palavra ao povo, defendendo eleições intercalares.

Será que o PS manifestaria uma coerência idêntica nesta matéria?!....

Temos pena de ter muitas dúvidas!...

Comments:
"foi ele que escolheu o actual presidente da Cãmara. "

Ainda bem! Eu andava descontente porque pensava que tinham sido os lisboetas, os munícipes de Lisboa, que o tinham eleito.
 
Caro amigo: pode continuar descontente! Aliás, como eu.

Os lisboetas escolheram quem já tinha sido escolhido pelo presidente do Partido.

Os partidos é que escolhem, depois Você vota naquele que já foi escolhido.

O candidato está amarrado ao partido que o escolheu e não a si que votou no partido que apresentou o candidato.

Eu penso que isto está mal: dever-se-ia fazer, como já se faz nalguns regiões italianas: nestas regiões os partidos procuram harmonizar as suas escolhas com a vontade da sua base de apoio e, por isso, promovem a avaliação pelo eleitorado (que lhe é base de apoio) das suas escolhas e aquele que melhor for avaliada é que será o candidato.

Em Portugal são os jogos de poder e de influência dentro dos partidos que escolhem os candidatos.Esses até são designados notáveis (os que tomaram conta dos partidos) mas poderiam ser designados condes ou biscondes. A democracia cada vez se assemelha mais a uma monarquia.

A bagunça deriva do sistema (como se diz no futebol).

É preciso uma reforma dos partidos, porque desapareceu o espirito que esteve na origem dos partidos (tomar parte na construção duma cidade melhor com uma ideologia).

Os partidos são grupos de interesses, vazios de ideologia, dominados por jogos de poder e ~criadores de ilusões.

Temos oligarquias em vez de partidos.

Muitos eleitores já deixaram de votar, porque o seu voto não risca nada: o que risca são essas oligarquias e os seus jogos de poder e de ilusões.
 
Ainda mais o seguinte:

Sabe qual foi a razão do conflito entre os administradores da Independente?!...

Tudo indica que foi a reivindicação dos interesses num valioso terreno, cujo Plano Director Municipal (PDM) se encontrará em reformulação (por razões obvias…).

Como sabe, só os presidentes das câmaras podem colocar a questão das revisões de planos directores e isso significa que num terreno onde não se podia construir passa a poder fazê-lo. Ou seja, um terreno que valia 20 € por m2 passa a valer mil/ dois mil ou mais €.

Com vê os interesses dos partidos na escolha dos seus candidatos têm razões de peso.É, assim, por todo o lado!...

Depois, surge a contrafacção dos diplomas, os bragaparques, etc., etc.

É para que isso que o meu amigo vota?!...

Nem foi o meu amigo que pressionou a reformulação de um plano director municipal?!...

Mas pode acontecer que essa revisão do PDM já esteja decidida com o partido que indicou determinado candidato, em troca de apoios para a campanha eleitoral do mesmo. Apoios que são entregues aos partidos e dos quais nunca se sabe bem como foram feitas as contas. Sabe-se que, sempre que há um campanha eleitoral, há gente que passa a dar notórios sinais de riqueza!

Precisamos de ter isto bem em conta para compreender o “amarranço” dos candidatos ao Partido!
 
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