quarta-feira, novembro 23, 2005

 
Sampaio visitou o Marco com o "caminho livre"


Jorge Sampaio esteve, ontem, pela primeira vez no concelho do Marco de Canaveses. Uma visita que acontece quase no final do mandato porque só agora "o caminho estava livre para podermos vir sem problemas", disse, na sessão solene de boas-vindas realizada no salão nobre do município, no âmbito da "presidência aberta" dedicada ao tema "envelhecimento e autonomia". O presidente da República deu a entender que só ali não esteve antes por causa da gestão de Avelino Ferreira Torres, que presidiu à autarquia nos últimos 22 anos.

"O país no seu conjunto focou a sua atenção em Marco de Canaveses, a propósito das eleições municipais. Não é de estranhar que o tivéssemos feito. Toda a gente percebe porquê. Na vida democrática e mesmo quando estamos perante perversões das maiores, é preciso renovar os ciclos, transformando as dificuldades em oportunidades", disse.

Agradecido pela visita, o município do Marco de Canaveses, pela primeira vez deu uso às chaves da cidade, atribuindo-as a Jorge Sampaio, que passou a ser cidadão honorário do Marco de Canaveses, recebendo também a medalha do ouro do concelho.

Dirigindo-se a Manuel Moreira, actual presidente da Câmara, Sampaio, deu conta da novidade da qual foi a figura principal "Pelos visto foi uma estreia absoluta, porque não só é a primeira chave, como é medalha, como é o primeiro presidente da República que vem a Marco de Canaveses. Tenho muito gosto de estar aqui neste momento. Faltava-me vir ao Marco, devo dizer".

Com o "caminho livre", Sampaio, condecorou Manuel Moreira com a Ordem de Mérito, uma condecoração proposta por um conjunto de individualidades do distrito do Porto, onde Moreira foi governador civil, e subscrita pelo próprio presidente da República.

Manuel Moreira aproveitou a ocasião para pedir a Jorge Sampaio que "use o seu magistério junto do Governo para acudir à "verdadeira emergência municipal". Em causa está a débil situação financeira do município, com uma dívida de 45 milhões de euros, e que agora "é acrescida por um extenso rol de compromissos assumidos pelo anterior executivo de legalidade duvidosa de montante superior a cinco milhões de euros"

António Orlando "JN" 23/11/2005

sábado, novembro 05, 2005

 

Mais casos comprometedores para FT

A Polícia Judiciária do Porto está na posse de novos elementos altamente comprometedores para o antigo presidente da câmara de Marco de Canaveses, Avelino Ferreira Torres.

De acordo com informações recolhidas pelo PortugalDiário, dois funcionários da autarquia denunciaram vários casos envolvendo obras no concelho realizadas com meios técnicos e humanos da câmara, mas que acabaram por ser facturadas por empresas privadas do ramo da construção.

Em causa estão várias empreitadas, num total de muitos milhares de euros, que terão sido facturadas por duas empresas bem relacionadas com o antigo responsável da autarquia marcoense. As autoridades de investigação suspeitam de que o dinheiro terá sido posteriormente devolvido ao autarca. Em contrapartida, as empresas garantiam a preferência da câmara nas diversas empreitadas do concelho.

As situações foram denunciadas há cerca de duas semanas, já depois de Ferreira Torres ter deixado a autarquia marcoense, e após a derrota nas autárquicas em Amarante. O PortugalDiário sabe ainda que esta quinta-feira os investigadores passaram o dia em Marco de Canaveses onde acompanharam os funcionários da autarquia aos locais a que respeitam as obras indevidamente facturadas por privados.

O antigo presidente da Câmara de Marco de Canaveses, Avelino Ferreira Torres, ficou esta sexta-feira impedido de se ausentar do país e de contactar por qualquer meio uma das testemunhas do processo em que é arguido, por suspeitas de gestão danosa, abuso de poder e falsificação de documentos. Os factos reportam-se aos anos em que foi autarca e terão permitido o seu enriquecimento.

O comunicado entregue aos jornalistas não identificava a testemunha, mas deverá referir-se a José Faria, ex-funcionário na autarquia e que serviu de "testa de ferro" em diversos negócios agora investigados. José Faria tem colaborado com a Polícia Judiciária nos últimos meses.

Avelino Ferreira Torres foi ouvido em primeiro interrogatório judicial, por um juiz de instrução do círculo de Penafiel, Francisco Ferreira da Silva, numa diligência acompanhada pelo procurador Remísio Melhorado, bem como pela advogada do arguido, Luísa Loureiro.

Durante o interrogatório, Ferreira Torres terá sido confrontado com uma alegada falsificação de garantia bancária que lhe permitiu obter um empréstimo de cerca de dois milhões e meio de euros (perto de meio milhão de contos) junto de uma instituição bancária.

Como garantia do empréstimo, o antigo presidente de câmara terá apresentado um terreno que está incluído na zona de Reserva Ecológica Nacional, mas que o autarca referiu ter capacidade construtiva, para dessa forma inflacionar o respectivo valor.

Para isso, apresentou um Plano Director Municipal, que nunca chegou a ser aprovado, em que se previa a capacidade construtiva no terreno. E para reforçar essa tese, ter-se-á feito acompanhar ao banco de um funcionário da câmara, José Faria, que apresentou como sendo responsável da repartição de finanças de Marco para atestar a veracidade do que referiu. O empréstimo foi concedido com base nesta falsa garantia bancária.

O antigo autarca terá ainda sido confrontado com vários alegados crimes relacionados com a aquisição de terrenos a preços módicos, posterior valorização, com abertura de vias de acesso e alteração de PDM, que permitiram o encaixe de milhares de euros.

Os vários cheques de milhares de euros emitidos por empreiteiros e depositados nas contas da ex-chefe de gabinete e do antigo vice-presidente de Torres terão igualmente motivado pedidos de esclarecimento por parte do juiz de instrução.

À saída do tribunal o arguido confirmou a audição na qualidade de arguido, mas recusou adiantar pormenores sobre a medida de coacção aplicada, referindo que estava «porreiro da costa» e que nada tinha a acrescentar.

Recorde-se que Torres foi condenado a três anos de prisão com pensa suspensa num processo de peculato. O recurso continua pendente.

sexta-feira, novembro 04, 2005

 

Continuar

Nasceu como um "Jornal de Parede".
Um jornal de jornais.
Com extractos do Expresso, Público, 24 Horas, Jornal de Notícias, Correio da Manhã, enfim, de toda a imprensa que "caluniou" o candidato Avelino Torres.
Nasceu onde nasceu por razões óbvias. Do outro lado da rua do provocador "Tribuna de Amarante".
Foi a resposta, em tempo de campanha eleitoral, à ausência de informação verdadeira sobre o verdadeiro candidato patrocinado por aquele pasquim.
Cumpriu o seu papel. Então, sem uma palavra da "redacção". Só transcrições. Só a verdade das denúncias, dos depoimentos, das investigações policiais.
Continua aqui, na blogosfera.
Porque é preciso continuar a luta contra o embuste e acompanhar a evolução desse "interessantíssimo" "movimento cívico e cultural (?!!)" por ele parido.
Sem esquecer, claro está, a actividade do Poder e da outra oposição na Câmara de Amarante.
Continuamos aqui, porque haverá, com toda a certeza, muito de que falar.

 

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